Outubro – Dia da Alimentação

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A meio do mês de outubro comemora-se o Dia da Alimentação, no dia 16. Este ano, para assinalarmos este dia cá em Casa, realizámos diversas atividades no âmbito desta temática. Como já divulgámos anteriormente, fomos ao CCJ fazer a experiência “À descoberta dos alimentos” e fomos ainda conhecer a Adega Cooperativa de Cantanhede, elaborámos um painel temático sobre o Outono, no qual também contemplámos os sabores da época, realizámos trabalhos de expressão plástica, escrevemos e ilustrámos histórias e agora estivemos a fazer novas descobertas com os alimentos sem sair de casa!

Assim, na quarta-feira 23 de outubro, confecionámos biscoitos e pão procurando ir ao encontro do que deve ser uma alimentação saudável. Para isso, utilizámos ingredientes mais saudáveis, pois além dos habituais ovos e raspa de limão, usámos farinha de trigo integral, cereais integrais, mel em vez de açúcar, nozes, amêndoas e maçãs. Todos adoraram “meter as mãos na massa” para amassar e moldar os biscoitinhos e o pão e, no final, todos se deliciIMG_0777aram com este lanche mais saudável e também mais agradável, já que contámos com a presença do nosso Pároco Maurício que veio para estar um pouco connosco e para nos ajudar a refletir sobre a verdadeira Igreja e que nos ofereceu pipocas e guaraná para partilhar no nosso lanche. Foi, pois, mais uma tarde bem passada aqui em Casa!

Os rapazes do Frei Gil

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Visita à Adega Cooperativa de Cantanhede

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VISITA À ADEGA COOPERATIVA DE CANTANHEDE

                Na quarta-feira 16 de outubro de 2013, fomos visitar a Adega Cooperativa de Cantanhede. Guiados pela gentileza e sabedoria do Sr. Vítor Almeida, ficámos a conhecer um pouco do processo de produção e engarrafamento de vinhos desta Adega, numa altura em que as vindimas acabaram de se realizar, pois receberam-se as últimas uvas no início de outubro.

                A Adega Cooperativa de Cantanhede conta já com quase seis décadas de atividade a produzir e a engarrafar os vinhos provenientes das vinhas de associados da Região Demarcada da Bairrada e distribuindo-os nos mercados nacional e internacional. Aliás, o mercado externo representa mesmo cerca de 20% do volume de negócios da Adega, estando os seus vinhos presentes em muitos países de todo o mundo, desde a Europa, América, África e já na Ásia. Atualmente é uma Empresa certificada que tem cerca de 1400 viticultores associados, representando uma área total de vinha de 1200 hectares, esta adega é o maior produtor da região, representando cerca de um terço da produção de vinhos da Bairrada. 

                Visitámos as caves, onde vimos milhares de garrafas de espumante, rolhadas com carica metálica, criteriosamente empilhadas em antigos depósitos de vinho, aproveitados agora para armazém em forma de galerias labirínticas com piso de calçada portuguesa em pedra de Ançã. Estas garrafas de espumante encontram-se ali no processo de segunda fermentação do vinho durante cerca de 12 meses, após os quais serão acrescentadas leveduras para nova fermentação já noutro local, inclinadas num “pupitre” onde regularmente são rodadas (“remuage”) para que as borras se acumulem apenas no gargalo sofrendo depois, já na sala do “dégorgement”, um outro processo a baixas temperaturas em que essas borras serão retiradas aprisionadas em gelo, para que o vinho fique límpido. Só depois será feita a colocação da rolha de cortiça e do arame (“muselet”) com cápsula de alumínio para sair para o mercado. Vimos, ainda no interior, o parque de barricas de carvalho para vinhos de mesa e aguardentes. Já no exterior, vimos a zona de receção das uvas onde estavam os enormes tanques com turbinas de esmagamento, a zona de pesagem e a zona de recolha de amostras. Havia aí no exterior, também, enormes depósitos de betão, de ferro e de inox onde se faz a primeira fermentação do vinho a temperaturas controladas, logo após o esmagamento das uvas. De seguida, visitámos a zona de produção e embalamento, onde é feita, em série, a lavagem das garrafas, o engarrafamento do vinho, a rotulagem das garrafas, colocação das cápsulas e o encaixotamento. No final, ainda estivemos na loja de venda ao público onde estão expostas bonitas garrafas e vinhos premiados no mundo inteiro.

                Todos adoraram esta visita, tendo destacado que foi “divertida”, “top”, “fixe”, “impecável”, “interessante”, “uma boa experiência de aprendizagem que pode ser importante no nosso futuro”. Uns destacaram que gostaram “de ver as máquinas que trituram as uvas”, outros gostaram de “ver tantas garrafas empilhadas nas caves”, alguns preferiram “ver o engarrafamento e embalamento”, e ”  os enormes depósitos de inox”.

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Experiência no CCJ – “À descoberta dos alimentos”

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Na quarta-feira 2 de outubro, passámos mais uma extraordinária tarde no Centro de Ciência Júnior em Cantanhede com as nossas queridas Amigas Biocas, a Drª Margarida, a Drª Catarina e a Drª Cláudia, por quem somos sempre tão bem recebidos, com imensa amabilidade e paciência. Para começarmos o ano, escolhemos a experiência “À descoberta dos alimentos”, através da qual foi possível reforçar a importância de uma alimentação saudável, perceber os constituintes de cada alimento e fazer testes laboratoriais para detetar a presença de certos constituintes dos alimentos, pesquisámos, nomeadamente, a existência de proteína no leite, de açúcar na fruta (sumo de laranja), de amido na batata, de vitamina C no espinafre e de gordura no óleo, tudo isto utilizando reagentes específicos.

Adorámos todos estar no CCJ com as Amigas Biocas a fazer esta experiência, aprendemos imenso e pusemos em prática alguns dos nossos conhecimentos.

Mais uma vez, agradecemos a enorme gentileza das nossas queridas Biocas em nos receber nestas experiências no CCJ. Em breve voltaremos!

Os rapazes do Frei Gil.

Visita de estudo a S. João da Madeira: Evereste, Viarco, Fepsa

 

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Na quarta-feira 13 de março, realizámos uma visita de estudo a S. João da Madeira. Partimos no autocarro da Câmara Municipal de Cantanhede que nos foi gentilmente cedido para realizarmos esta rota pelo turismo industrial de S. João da Madeira, onde visitámos três fábricas de produtos bem distintos: calçado, lápis e feltros para chapéus.

Chegados ao Welcome Center do Turismo Industrial, onde fomos muito bem recebidos, a nossa guia Natália distribuiu a cada um uma bata e um walkie-talkie que nos permitiu ouvir sempre toda a informação que nos dava em cada uma das fábricas, apesar do barulho das máquinas. Daí, dirigimo-nos à Evereste que é uma das mais prestigiadas fábricas de calçado masculino, onde vimos a produção de sapatos de alta qualidade, com design inovador e requintado. Ficámos deslumbrados com alguns dos sapatos que vimos, sobretudo os modelos desportivos, com a técnica de produção e as máquinas desta empresa, como por exemplo a máquina que faz o corte das peles. De seguida, fomos visitar a Viarco, única fábrica de lápis do país e da Península Ibérica, e a mais pequena do mundo, já com mais de um século de história. Ali, pudemos conhecer em pormenor o processo de produção de lápis de grafite e de cor e ouvir a conversa entusiástica de um dos atuais administradores da empresa que nos transmitiu uma fantástica lição de vida em que referiu a importância de sabermos valorizar o nosso tempo e a nossa vida, de aprendermos com os nossos erros e lutarmos pelos nossos objetivos. Depois, fomos almoçar no Parque de Nossa Senhora dos Milagres um saboroso piquenique preparado pelas nossas funcionárias, brincámos e conversámos até à hora de visitarmos a última fábrica, a Fepsa. A Fepsa é a única fábrica do país líder mundial na produção de feltros de alta qualidade para chapéus. Aí, ficámos impressionados por perceber que a matéria-prima desta produção é o pêlo de coelho e outros pêlos, vimos todo o processo de feltragem nas suas várias fases até ao controlo de qualidade e à gomagem final dos chapéus. Estes chapéus correm o mundo, andando na cabeça de cowboys americanos e dos agentes britânicos da Metropolitan Police e de muitas outras pessoas, pois a empresa tem clientes de todos os continentes.

Com este percurso por estas fábricas de produtos tão diferentes, que são exportados para os quatro cantos do mundo onde são apreciados pela sua alta qualidade, pudemos perceber que efetivamente Portugal produz valor!  IMG_2267IMG_2293IMG_2302