Visita à Adega Cooperativa de Cantanhede

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VISITA À ADEGA COOPERATIVA DE CANTANHEDE

                Na quarta-feira 16 de outubro de 2013, fomos visitar a Adega Cooperativa de Cantanhede. Guiados pela gentileza e sabedoria do Sr. Vítor Almeida, ficámos a conhecer um pouco do processo de produção e engarrafamento de vinhos desta Adega, numa altura em que as vindimas acabaram de se realizar, pois receberam-se as últimas uvas no início de outubro.

                A Adega Cooperativa de Cantanhede conta já com quase seis décadas de atividade a produzir e a engarrafar os vinhos provenientes das vinhas de associados da Região Demarcada da Bairrada e distribuindo-os nos mercados nacional e internacional. Aliás, o mercado externo representa mesmo cerca de 20% do volume de negócios da Adega, estando os seus vinhos presentes em muitos países de todo o mundo, desde a Europa, América, África e já na Ásia. Atualmente é uma Empresa certificada que tem cerca de 1400 viticultores associados, representando uma área total de vinha de 1200 hectares, esta adega é o maior produtor da região, representando cerca de um terço da produção de vinhos da Bairrada. 

                Visitámos as caves, onde vimos milhares de garrafas de espumante, rolhadas com carica metálica, criteriosamente empilhadas em antigos depósitos de vinho, aproveitados agora para armazém em forma de galerias labirínticas com piso de calçada portuguesa em pedra de Ançã. Estas garrafas de espumante encontram-se ali no processo de segunda fermentação do vinho durante cerca de 12 meses, após os quais serão acrescentadas leveduras para nova fermentação já noutro local, inclinadas num “pupitre” onde regularmente são rodadas (“remuage”) para que as borras se acumulem apenas no gargalo sofrendo depois, já na sala do “dégorgement”, um outro processo a baixas temperaturas em que essas borras serão retiradas aprisionadas em gelo, para que o vinho fique límpido. Só depois será feita a colocação da rolha de cortiça e do arame (“muselet”) com cápsula de alumínio para sair para o mercado. Vimos, ainda no interior, o parque de barricas de carvalho para vinhos de mesa e aguardentes. Já no exterior, vimos a zona de receção das uvas onde estavam os enormes tanques com turbinas de esmagamento, a zona de pesagem e a zona de recolha de amostras. Havia aí no exterior, também, enormes depósitos de betão, de ferro e de inox onde se faz a primeira fermentação do vinho a temperaturas controladas, logo após o esmagamento das uvas. De seguida, visitámos a zona de produção e embalamento, onde é feita, em série, a lavagem das garrafas, o engarrafamento do vinho, a rotulagem das garrafas, colocação das cápsulas e o encaixotamento. No final, ainda estivemos na loja de venda ao público onde estão expostas bonitas garrafas e vinhos premiados no mundo inteiro.

                Todos adoraram esta visita, tendo destacado que foi “divertida”, “top”, “fixe”, “impecável”, “interessante”, “uma boa experiência de aprendizagem que pode ser importante no nosso futuro”. Uns destacaram que gostaram “de ver as máquinas que trituram as uvas”, outros gostaram de “ver tantas garrafas empilhadas nas caves”, alguns preferiram “ver o engarrafamento e embalamento”, e ”  os enormes depósitos de inox”.

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